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Livro explora trilhas sonoras de novelas brasileiras

O livro “Telema – a história da música popular através da teledramaturgia brasileira”, dos jornalistas Guilherme Bryan e Vincent Villari, faz um raio-x minucioso nas trilhas sonoras de novelas, exibidas pela Rede Globo, da metade dos anos 1960 até1989. Eu particularmente gosto muito de algumas das músicas, já novelas, eu realmente nunca fui de assistir rsrsrs.
 
Autores do Telema
Guilherme Bryan e Vincent Villari


A obra levou cerca de 14 anos para ser finalizada e analisa, de forma generosa, o impacto que trilhas sonoras como “O Amor e o Poder” e “Faz Parte do Meu Show” tiveram no bum da indústria fonográfica da época.

"O sucesso de uma telenovela faz com que a trilha também seja bem-sucedida, uma vez que as canções é que devem servir à teledramaturgia, e não o contrário", explica Bryan, especialista em música brasileira, sobre essa relação audiovisual. Para exemplificar, o autor cita a trilha de Roque Santeiro, que foi a mais vendida.

Ele cita como exemplo mais emblemático "Roque Santeiro" (1985), cuja trilha nacional é a mais vendida até o início dos anos 1990. "Arrisco a afirmar que dificilmente aquelas canções teriam o mesmo sucesso radiofônico se a novela não tivesse sido tão bem-sucedida", diz.

Conforme o livro e a pesquisa dos autores, o sucesso da teledramaturgia é fator determinante para o também sucesso da trilha sonora. "Considero como fator para o sucesso também o sucesso da teledramaturgia com a trilha ela trabalha e o fato de as canções se encaixarem bem ou não com os personagens e com a trama", afirma Bryan.

Mas nem sempre isso acontece. Nem sempre a associação de uma música a uma história de sucesso resulta em grandes vendas do disco propriamente dito. Apesar da relação direta entre "Vale Tudo" e o tema "Brasil", na voz de Gal Costa, o álbum nacional da novela de Gilberto Braga vendeu 180 mil cópias, pouco se comparado aos 500 mil exemplares de "Mandala", que trazia Rosana cantando "O Amor e o Poder", e de "O Salvador da Pátria", com "Lua e Flor" de Oswaldo Montenegro (dados trazidos pelo livro).


Alguns casos curiosos

Alguém lembra da novela “De quina pra Lua”, exibida em 1985 no horário das seis? Pois é, a novela não é tão lembrada, mas o disco com a sua trilha sonora internacional vendeu mais 430 mil cópias. Segundo o livro, um fator que pode ter influenciado na venda, além das “hits parades” é a capa do CD, que continha uma mulher engatinhando de biquíni fio-dental na praia.

Isso é um dado também sobre as novelas da Globo: sempre as trilhas internacionais vendem mais que as trilhas nacionais. "Elas foram fortemente ancoradas nos sucessos radiofônicos do pop e do rock, visando o público jovem e urbano, que se tornou, a partir da década de 1970, o principal consumidor de música no Brasil", explica Villari, que, além de pesquisador de novelas, já escreveu diversos roteiros para a Globo.

Sobre as trilhas nacionais, o pesquisador afirma que a preocupação é se elas se encaixam ou não com os personagens e com a história, independentemente de vocação comercial.

Quem irá estampar a capa do CD também influencia. Antigamente, era muito difícil ver um vilão na capa do cd de trilha sonora da novela. A escolha era pensada para se relacionar diretamente ao conteúdo musical e ao público-alvo de cada trilha. Atualmente, os sucesso dos personagens é que determinam a capa do cd. Como é o caso do vilão Félix, de “Amor à vida”, ou de Tereza Cristina, de “Fina Estampa”.

Próximo livro já está no forno


O período entre 1985 e 1989 foi muito positivo para a venda de trilhas de novelas. "Há que se frisar a evolução de vendagem como consequência da própria evolução da indústria fonográfica no Brasil", explica Guilherme Bryan. Mas eles ponderam que o consumo do brasileiro também aumentou e o contexto em que as novelas foram escritas mudou. "A teledramaturgia estava livre das limitações impostas pela ditadura e a sua censura e podia abordar assuntos polêmicos como corrupção, homossexualidade, tráfico de drogas e infidelidade", apontam.

Os autores ainda preparam o novo livro, que trata da década seguinte, que foi marcada pela venda de 2 milhões de cópias da trilha sonora da novela Rei do Gado, que acompanhou a explosão do ritmo sertanejo no Brasil.

"Teletema – A História da Música Popular Através da Teledramaturgia Brasileira – Volume 1 – 1964 a 1989"
Editora Dash
512 páginas
R$ 69,00



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Sobre Anna Vlis

Anna Vlis (Silvana), tenho 36 anos, sou mãe, amiga e blogueira, apaixonada por pessoas que transpiram bondade,amor e honestidade. Completamente fã dos meus filhos, ávida por boa leitura e filmes. Extremamente sonhadora. Cheia de defeitos e manias e sempre com um sorriso nos lábios. Eternamente grata ao meu maior amor, Jesus. Beijinhos lilás S2
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